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01/12/2016

REMISSÃO DE DIABETES MELITO EM FELINO: RELATO DE CASO

Diabete melito é uma endocrinopatia muito comum nos felinos, a glicotoxicidade causada pela hiperglicemia persistente leva a muitos danos ao pâncreas e deve ser controlada o mais breve possível para aumentar as chances de remissão. O presente relato de caso, cita um paciente felino, macho, doméstico de pelo longo, 6 anos que há 5 dias vinha apresentando sinais clínicos de poliúria, polidipsia, diminuição de peso, levando a uma suspeita diagnóstica de diabete, encaminhado para especialista foi feita a confirmação com exames laboratoriais e instituído tratamento precoce. O objetivo do tratamento é levar o paciente à remissão diabética e manter o paciente sem sinais clínicos.

28/11/2016

Síndrome dígito-pulmonar em felino: Relato de Caso

Um felino persa, fêmea, 13 anos de idade com quadro de claudicação, hiporexia e inflamação periungueal foi atendido e conduzido para investigação diagnóstica. O exame radiográfico demostrou áreas de osteólise em falange distal do segundo metatarso do membro pélvico direito e imagem sugerindo infiltração neoplásica em tórax, confirmada na tomografia computadorizada. O paciente veio a óbito após 28 dias, sendo encaminhado para necrópsia. O exame histopatológico demostrou proliferação neoplásica de células epiteliais pleomórficas no interior de brônquio, bronquíolos e alvéolos, compatíveis com carcinoma bronquíolo alveolar, concluindo quadro de carcinoma pulmonar com metástase em dígito (síndrome dígito-pulmonar).

14/11/2016

Criptococose em Felinos: Relato de caso

A criptococose é uma infecção fúngica bastante encontrada em gatos, por se tratar de um fungo oportunista, ocorre na maioria das vezes em animais imunosuprimidos. Tem caráter zoonótico e seu agente etiológico pode ser encontrado em excretas de aves, principalmente de pombos, o que torna esses animais importantes reservatórios da doença. Objetivou-se neste, relatar um caso de criptococose em um gato, diagnosticado por meio citologia e histopatologia. Após o diagnóstico foi instituído o tratamento com itraconazol, contudo não houve melhora clínica o que suscitou na indicação do uso de fluconazol, que logo após um mês de uso foi possível observar a regressão dos sinais clínicos ao longo do tratamento.

14/10/2016

Alterações Hematológicas Decorrentes da Infecção pelo Vírus da Leucemia Felina (FeLV)

O vírus da leucemia felina (FeLV) foi descoberto há mais de 50 anos e desde então é considerado um patógeno importante para os gatos. O FeLV é um retrovírus altamente contagioso, transmitido pela saliva de gatos portadores, e é responsável por uma gama de síndromes clínicas. Anemia, linfoma e imunossupressão são as alterações mais comumente atribuídas ao FeLV, porém várias outras alterações hematológicas podem ser observadas, as quais ocorrem por diversos mecanismo e portanto sua compreensão é importante para o melhor desfecho clínico dos pacientes. Desta forma, esta breve revisão de literatura sobre o vírus da leucemia felina objetivou abordar a patogenia e tratamento das alterações hematológicas observadas em gatos infectados com este vírus. Basicamente, a infecção por FeLV produz citopenias por diversos mecanimos. Dentre as citopenias, a anemia é a mais comum e ocorre por efeito direto do vírus sobre os precursores das hemácias, por hemólise imunomediada, por supressão da medula óssea ou por imunossupressão que favorece a patogenicidade de outros micro-organismos, como os micoplasmas hemotrópicos. Linfopenia, neutropenia e trombocitopenia também podem ocorrer de forma isolada ou em conjunto na síndrome da pancitopenia por FeLV. As neoplasias hematopoiéticas, doenças mieloproliferativas, incluindo as leucemias, podem causar síndromes de supressão da medula óssea e possuem um prognóstico ruim por não haver um tratamento antineoplásico eficiente. O diagnóstico a infecção por FeLV deve ser obtido por teste de ELISA para a identificação do antígeno víral e pode ser confirmado pela PCR. há tratamento antiviral disponível para este retrovírus, porém o tratamento de suporte quando instituído da forma adequada aumenta a problabilidade de recuperação dos gatos sintomáticos.

12/10/2016

Utilização da Eletroquimioterapia como Tratamento do carcinoma de Células Escamosas em Felinos Relato de Caso

Utilização da eletroquimioterapia como tratamento do carcinoma de células escamosas em felinos - Relato de Caso. O carcinoma de células escamosas (CCE) é um tumor de origem epitelial que acomete animais principalmente de pele e pelos claros devido à exposição aos raios ultravioletas. Geralmente apresentam evolução lenta e baixo caráter metastático, entretanto em muitos casos os pacientes chegam ao atendimento veterinário quando as lesões já estão extensas, tornando o seu tratamento desafiador. Muitos tratamentos são descritos na literatura entre eles cirurgia, radioterapia, quimioterapia, crioterapia e mais recentemente, eletroquimioterapia (ECT). A eletroquimioterapia vem ganhando destaque no tratamento desses tumores devido a sua alta eficácia e poucos efeitos colaterais. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficácia do tratamento com eletroquimioterapia em um felino com carcinoma de células escamosas.

28/06/2016

Hipercalcemia Idiopática em gatos: relato de caso

A hipercalcemia idiopática é uma doença cada vez mais diagnosticada como causa de aumento dos níveis calcêmicos da espécie felina, sendo atualmente considerada a principal causa de hipercalcemia em gatos. Cálcio total e ionizado devem ser mensurados no soro de gatos com manifestações inespecíficas (exemplo: vômito crônico) e/ou histórico de urolitíase ou mineralizações em órgãos. É importante que a mensuração seja realizada em animais com jejum alimentar de 12 horas, para não interferir nos níveis de cálcio. Caso seja detectada hipercalcemia, é recomendada realização de dosagem de PTH, PTHrp e Vitamina D, além de ultrassonografia abominal e radiografia torácica, para pesquisa de diferenciais, uma vez que a hipercalcemia idiopática é um diagnóstico de exclusão. O tratamento pode ter diversas vertentes, mas a literatura atualmente indica o uso de bisfosfonados, como o alendronato de sódio, como o tratamento de escolha. O seguinte trabalho descreve um caso de um gato de meia idade atendido com manifestações inespecíficas e histórico de urolitíase. Exames iniciais revelaram hipercalcemia total e ionizada. A pesquisa de diferenciais de hipercalcemia levou ao diagnóstico presuntivo de hipercalcemia idiopática. O animal recebeu tratamento com alendronato de sódio na dose inicial de 10 mg uma vez por semana. Posteriormente, a dose foi aumentada, pois apesar do decréscimo importante do valor de cálcio total e ionizado, ainda não se havia atingido o valor de referência para a espécie. Após o aumento de dose para 15 mg uma vez por semana, o animal apresentou efeitos colaterais de vômitos após ingestão do medicamento, levando interrupção do mesmo pela proprietária. Foi instituído então tratamento apenas com uso de dieta específica. Após a instituição da dieta, perdeu-se o acompanhamento do animal.

12/06/2016

Hipertireoidismo Felino: Revisão de Literatura

O hipertireoidismo felino é uma das principais doenças endócrinas encontradas em gatos atualmente, porém ainda é muito subdiagnosticada em muitos países, incluindo o Brasil. É uma doença multissistêmica resultante da alta concentração de hormônios tireoidianos circulantes. Ainda não apresenta uma etiopatogenia esclarecida, mas suspeita-se de que fatores nutricionais, ambientais e genéticos estejam envolvidos. Apresenta como sinais clínicos mais marcantes a polifagia, emagrecimento e hiperatividade, além de vômito, diarreia e hipertensão. O diagnóstico precoce e a avaliação individual de cada animal contribuem para a escolha do tratamento mais adequado e obtenção de um melhor prognóstico.

06/06/2016

Dermatite Atópica Felina: Revisão de Literatura

A dermatite atópica é uma dermatite de hipersensibilidade causada por alérgenos ambientais de alta prevalência na clínica de felinos. Apesar de ser comparada à dermatite atópica canina em que o prurido é a principal característica da doença, no gato, a patogenia, assim como os sinais clínicos, são diferentes. Gatos com dermatite atópica normalmente apresentam uma das lesões padrão a seguir: dermatite miliar, dermatite eosinofílica, alopecia auto-induzida ou dermatite de cabeça e pescoço. Nenhuma dessas lesões padrão, porém, são patognomônicas da dermatite atópica e, portanto, o diagnóstico é baseado na exclusão de doenças semelhantes e no sucesso da resposta a determinada terapia. Para o tratamento dos gatos atópicos utiliza-se anti-histamínicos, ácidos graxos essenciais, glicocorticóides e, mais recentemente e com melhores resultados, a ciclosporina. Novos estudos estão sendo realizados para avaliar a eficácia do uso do oclacitinib em gatos, uma vez que ele apresenta resultados satisfatórios com poucos efeitos colaterais em cães.

14/05/2016

Transfusão Sanguínea em Gatos: Revisão de Literatura

A transfusão sanguínea é indicada em casos de anemia severa, com manifestações clínicas. Outras indicações incluem hipovolemia, trombocitopenia, deficiência de fatores de coagulação e hipoproteinemia. Os grupos sanguíneos em gatos são classificados como A, B e AB. Devido a presença de anticorpos nautrais denominados aloanticorpos os gatos apresentam maior risco de reação transfusional. O tipo sanguíneo A é o mais comum, seguido do B e o AB é raro. O doador de sangue ideal deve ser dócil, acima de 4 kg, saudável, negativo para doenças infecciosas. Durante a transfusão o paciente deve ser monitorado e caso apresente sinais de reação, deve-se interromper o procedimento. A reação mais comum é a hemolítica imunomediada aguda, que ocorre principalmente quando um gato do tipo B recebe sangue tipo A. Para aumentar a chance de êxito em uma transfusão sanguínea é imprescindível realizar a tipagem sanguínea e o teste de compatibilidade, além de saber reconhecer e minimizar as reações transfusionais.

20/04/2016

Doença Inflamatória Intestinal Crônica Felina: Revisão de Literatura

A Doença Intestinal Inflamatória Crônica Felina é comumente diagnosticada, porém sua etiologia ainda não é totalmente compreendida. É caracterizada por sinais gastrintestinais inespecíficos, como diarreia, perda de peso, anorexia e, principalmente, vômito. Ocorre um infiltrado de células inflamatórias na mucosa e submucosa do intestino, sendo que o diagnóstico mais frequente em felinos é o de enterite ou colite linfoplasmocitária, dado o grande número de linfócitos e plasmócitos que invade a mucosa intestinal. É um diagnóstico de exclusão, devendo-se descartar todas as outras causas potenciais de êmese e/ou diarreia nos gatos. O diagnóstico definitivo é somente confirmado por meio de histopatologia, obtido por meio de biópsia da mucosa intestinal, por endoscopia ou laparotomia. Para tanto, é fundamental a utilização das técnicas adequadas para coleta de amostras, além da presença de um patologista experiente. Deve-se ressaltar a dificuldade na diferenciação histológica entre DIIF e linfoma, principalmente quando em sua fase inicial. O tratamento deve associar a terapia farmacológica à dietética. As drogas mais comumente utilizadas são as anti-inflamatórias e imunossupressoras, principalmente os corticoides. Já a terapia dietética depende da localização da lesão, e dietas hipoalergênicas ou com alto teor de fibras têm mostrado resultados muito favoráveis, assim como a suplementação parenteral de cobalamina. O prognóstico é bastante variável, e o proprietário deve ser informado de que a resposta terapêutica não significa a cura do animal, e que recidivas são comuns.

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Depoimentos

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Sobre o curso de Quimioterapia de A a Z

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Sobre o curso de Nutrição Clínica

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Sobre o curso de Cinomose: existe luz no fim do túnel?

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