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12/10/2016

Utilização da eletroquimioterapia como tratamento do carcinoma de células escamosas em felinos: Relato de caso

O carcinoma de células escamosas (CCE) é um tumor de origem epitelial que acomete animais principalmente de pele e pelos claros devido à exposição aos raios ultravioletas. Geralmente apresentam evolução lenta e baixo caráter metastático, entretanto em muitos casos os pacientes chegam ao atendimento veterinário quando as lesões já estão extensas, tornando o seu tratamento desafiador. Muitos tratamentos são descritos na literatura entre eles cirurgia, radioterapia, quimioterapia, crioterapia e mais recentemente, eletroquimioterapia (ECT). A eletroquimioterapia vem ganhando destaque no tratamento desses tumores devido a sua alta eficácia e poucos efeitos colaterais. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficácia do tratamento com eletroquimioterapia em um felino com carcinoma de células escamosas.

28/06/2016

Hipercalcemia idiopática em gatos: Relato de caso

A hipercalcemia idiopática é uma doença cada vez mais diagnosticada como causa de aumento dos níveis calcêmicos da espécie felina, sendo atualmente considerada a principal causa de hipercalcemia em gatos. Cálcio total e ionizado devem ser mensurados no soro de gatos com manifestações inespecíficas (exemplo: vômito crônico) e/ou histórico de urolitíase ou mineralizações em órgãos. É importante que a mensuração seja realizada em animais com jejum alimentar de 12 horas, para não interferir nos níveis de cálcio. Caso seja detectada hipercalcemia, é recomendada realização de dosagem de PTH, PTHrp e Vitamina D, além de ultrassonografia abominal e radiografia torácica, para pesquisa de diferenciais, uma vez que a hipercalcemia idiopática é um diagnóstico de exclusão. O tratamento pode ter diversas vertentes, mas a literatura atualmente indica o uso de bisfosfonados, como o alendronato de sódio, como o tratamento de escolha. O seguinte trabalho descreve um caso de um gato de meia idade atendido com manifestações inespecíficas e histórico de urolitíase. Exames iniciais revelaram hipercalcemia total e ionizada. A pesquisa de diferenciais de hipercalcemia levou ao diagnóstico presuntivo de hipercalcemia idiopática. O animal recebeu tratamento com alendronato de sódio na dose inicial de 10 mg uma vez por semana. Posteriormente, a dose foi aumentada, pois apesar do decréscimo importante do valor de cálcio total e ionizado, ainda não se havia atingido o valor de referência para a espécie. Após o aumento de dose para 15 mg uma vez por semana, o animal apresentou efeitos colaterais de vômitos após ingestão do medicamento, levando interrupção do mesmo pela proprietária. Foi instituído então tratamento apenas com uso de dieta específica. Após a instituição da dieta, perdeu-se o acompanhamento do animal.

12/06/2016

Hipertireoidismo felino: Revisão de literatura

O hipertireoidismo felino é uma das principais doenças endócrinas encontradas em gatos atualmente, porém ainda é muito subdiagnosticada em muitos países, incluindo o Brasil. É uma doença multissistêmica resultante da alta concentração de hormônios tireoidianos circulantes. Ainda não apresenta uma etiopatogenia esclarecida, mas suspeita-se de que fatores nutricionais, ambientais e genéticos estejam envolvidos. Apresenta como sinais clínicos mais marcantes a polifagia, emagrecimento e hiperatividade, além de vômito, diarreia e hipertensão. O diagnóstico precoce e a avaliação individual de cada animal contribuem para a escolha do tratamento mais adequado e obtenção de um melhor prognóstico.

06/06/2016

Dermatite atópica felina: Revisão de literatura

A dermatite atópica é uma dermatite de hipersensibilidade causada por alérgenos ambientais de alta prevalência na clínica de felinos. Apesar de ser comparada à dermatite atópica canina em que o prurido é a principal característica da doença, no gato, a patogenia, assim como os sinais clínicos, são diferentes. Gatos com dermatite atópica normalmente apresentam uma das lesões padrão a seguir: dermatite miliar, dermatite eosinofílica, alopecia auto-induzida ou dermatite de cabeça e pescoço. Nenhuma dessas lesões padrão, porém, são patognomônicas da dermatite atópica e, portanto, o diagnóstico é baseado na exclusão de doenças semelhantes e no sucesso da resposta a determinada terapia. Para o tratamento dos gatos atópicos utiliza-se anti-histamínicos, ácidos graxos essenciais, glicocorticóides e, mais recentemente e com melhores resultados, a ciclosporina. Novos estudos estão sendo realizados para avaliar a eficácia do uso do oclacitinib em gatos, uma vez que ele apresenta resultados satisfatórios com poucos efeitos colaterais em cães.

14/05/2016

Transfusão sanguínea em gatos: Revisão de literatura

A transfusão sanguínea é indicada em casos de anemia severa, com manifestações clínicas. Outras indicações incluem hipovolemia, trombocitopenia, deficiência de fatores de coagulação e hipoproteinemia. Os grupos sanguíneos em gatos são classificados como A, B e AB. Devido a presença de anticorpos nautrais denominados aloanticorpos os gatos apresentam maior risco de reação transfusional. O tipo sanguíneo A é o mais comum, seguido do B e o AB é raro. O doador de sangue ideal deve ser dócil, acima de 4 kg, saudável, negativo para doenças infecciosas. Durante a transfusão o paciente deve ser monitorado e caso apresente sinais de reação, deve-se interromper o procedimento. A reação mais comum é a hemolítica imunomediada aguda, que ocorre principalmente quando um gato do tipo B recebe sangue tipo A. Para aumentar a chance de êxito em uma transfusão sanguínea é imprescindível realizar a tipagem sanguínea e o teste de compatibilidade, além de saber reconhecer e minimizar as reações transfusionais.

20/04/2016

Doença inflamatória intestinal crônica felina: Revisão de literatura

A Doença Intestinal Inflamatória Crônica Felina é comumente diagnosticada, porém sua etiologia ainda não é totalmente compreendida. É caracterizada por sinais gastrintestinais inespecíficos, como diarreia, perda de peso, anorexia e, principalmente, vômito. Ocorre um infiltrado de células inflamatórias na mucosa e submucosa do intestino, sendo que o diagnóstico mais frequente em felinos é o de enterite ou colite linfoplasmocitária, dado o grande número de linfócitos e plasmócitos que invade a mucosa intestinal. É um diagnóstico de exclusão, devendo-se descartar todas as outras causas potenciais de êmese e/ou diarreia nos gatos. O diagnóstico definitivo é somente confirmado por meio de histopatologia, obtido por meio de biópsia da mucosa intestinal, por endoscopia ou laparotomia. Para tanto, é fundamental a utilização das técnicas adequadas para coleta de amostras, além da presença de um patologista experiente. Deve-se ressaltar a dificuldade na diferenciação histológica entre DIIF e linfoma, principalmente quando em sua fase inicial. O tratamento deve associar a terapia farmacológica à dietética. As drogas mais comumente utilizadas são as anti-inflamatórias e imunossupressoras, principalmente os corticoides. Já a terapia dietética depende da localização da lesão, e dietas hipoalergênicas ou com alto teor de fibras têm mostrado resultados muito favoráveis, assim como a suplementação parenteral de cobalamina. O prognóstico é bastante variável, e o proprietário deve ser informado de que a resposta terapêutica não significa a cura do animal, e que recidivas são comuns.

09/04/2016

Desvio portossistêmico em felino: Relato de caso

Desvios portossistêmicos ou shunts portossistêmicos podem ser definidos como comunicações venosas anormais que permitem que o sangue proveniente do sistema porta entre na circulação venosa sistêmica sem realizar passagem hepática. São condições clínicas pouco frequentes na clínica de felinos em comparação com os cães, sendo também de difícil diagnóstico. Podem ser congênitos ou adquiridos, solitários ou múltiplos, além de intra ou extra-hepáticos. Os sinais clínicos associados aos desvios portossistêmicos são variáveis e inespecíficos, podendo ser intermitentes. Para a realização do diagnóstico devem ser utilizados exames laboratoriais e de imagem, sendo os mais específicos e menos invasivos a dosagem de ácidos biliares pré e pós prandial e a ultrassonografia abdominal com avaliação vascular por doppler. O tratamento de eleição é cirúrgico para atenuação do vaso anômalo, devendo ser realizado manejo clínico concomitante. O presente relato descreve o caso clínico de um gato, raça persa, macho, 18 meses, com sinais clínicos de doença do trato urinário inferior, evoluindo para quadro convulsivo por quadro compatível encefalopatia hepática 24 horas após realização de uretrostomia. Foi evidenciado aumento das concentrações de ácidos biliares e localizado vaso anômalo extra-hepático através de ultrassonografia abdominal com avaliação vascular por doppler. Paciente submetido a manejo clínico seguido de procedimento cirúrgico, para atenuação do vaso anômalo com anel ameróide. Um procedimento cirúrgico foi suficiente para obliteração total do vaso anômalo dentro de 45 dias de pós operatório, sendo que o animal encontra-se em ótimo estado geral, sem recidivas do quadro passados 16 meses do procedimento.

07/04/2016

Pênfigo foliáceo felino: Relato de caso

Pênfigo inclui-se dentre as dermatoses vesiculobolhosas autoimunes de pele e mucosa, caracterizado pela produção de anticorpos direcionados contra estruturas responsáveis pela manutenção da adesão intercelular. As principais formas penfigosas compreendem: pênfigo foliáceo e vulgar, sendo o primeiro o mais comum entre cães e gatos. A patogênese da doença parece bem documentada em humanos e cães, e sugere-se que em felinos o comportamento seja similar. Há uma escassez de relatos sobre essa dermatopatia descritos em gatos, provavelmente pelo desconhecimento da ocorrência do quadro clínico ou, ainda à baixa notificação em congressos ou periódicos. Este trabalho tem por objetivo relatar um caso de um felino, raça Burmês, com diagnóstico de pênfigo foliáceo que apresentou boa resposta ao tratamento por meio do uso de anti-inflamatório esteroidal.

30/03/2016

Otite média e interna em felinos: Relato de caso

A otite média é uma doença de ocorrência frequente, porém subdiagnosticada na clínica médica veterinária. A literatura disponível sobre esta patologia na espécie felina é mais escassa que a literatura sobre a espécie canina. Este trabalho tem por objetivo rever aspectos relevantes da doença como etiopatogenia, sinais clínicos, diagnóstico e tratamento, ressaltando as diferentes características dos felinos. O estudo foi realizado a partir do relato de um caso de otite média e interna em um paciente felino, visando reforçar a importância do exame clínico e observação dos sintomas bem como a realização de exames complementares que auxiliem no diagnóstico da doença. A agilidade e precocidade do diagnóstico podem determinar um bom prognóstico.

16/03/2016

Cistite intersticial felina (CIF)

O termo "cistite intersticial felina" foi proposto para descrever gatos com sinais de síndrome urológica felina (SUF) idiopática. Recentemente, uma pesquisa desafiou a visão convencional de que a bexiga é sempre o agente da sindrome urológica felina, e sugere que também pode ser uma vítima de um processo sistêmico associado a um sistema de resposta à sensibilidade do centro de estresse.A síndrome é adicionalmente complicada pelo fato de que os sinais podem ser agudosou crônicos e tem sido associados a várias combinações de anormalidades no trato urinário inferior, bem como de outros sistemas como o trato gastrointestinal, sistema respiratório, pele, sistema nervoso central, sistemacardiovascular e o sistema imune.Compreendendo melhor os sinais de distúrbios subjacentes é possivel reduzir a sua prevalência. Além do tratamento com medicações, atualmente, há recomendação de que asnecessidades ambientais do paciente sejam concomitantemente atendidas, assim como a redução do estresse.

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