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05/03/2016

Linfoma multicêntrico com infiltração renal: Relato de caso

O presente trabalho, tem como objetivo apresentar o Relato de Caso de um Felino Doméstico, sem raça definida- SRD, 8 anos de idade, FIV e FeLV negativos. Diagnosticado como portador de um Linfoma Mediastinal, que progrediu para um linfoma Multicêntrico com infiltração renal. Em outubro de 2015, foi tratado com quimioterapia combinada de Predinisolona e Clorambucil, com aparente remissão do quadro, em dezembro de 2015 a massa Mediastinal já não era mais visualizada. Porém, no final do referido mês, o quadro evolui para apatia, anorexia e perda de peso. Novos exames foram solicitados, sendo que ao exame ultrassonográfico observou-se a presença de halo hipoecogênico, sugestivo de Linfoma Renal. Após ser reavaliado, o paciente foi diagnosticado com a Linfoma Multicêntrico com infiltração Renal.

12/02/2016

Hiperplasia nodular sebácea e carcinoma sebáceo epiteliomatoso em felino

Este trabalho descreve o caso de uma paciente felina, de 15 anos, Siamesa diagnosticada com hiperplasia nodular sebácea e carcinoma sebáceo epiteliomatoso. Os múltiplos nódulos estavam distribuídos pela pele do tórax, dorso e região proximal dorsal da cauda com desenvolvimento ao longo de alguns anos. Como tratamento optou-se pela caudectomia, a fim de se garantir a margem de segurança para esta topografia, e pela ressecção de outros nódulos localizados no corpo. Através de exames clínicos, laboratoriais e de imagem realizados ao longo de 18 meses após o tratamento, a gata não apresentou sinais de metástase nem recidiva dos tumores excisados e os tumores que não foram resseccionados não demonstraram nenhum tipo de evolução. Trata-se de um relato único, ate onde alcançou o conhecimento da autora, devido ao diagnóstico de dois tumores sebáceos histologicamente diferentes no mesmo paciente. Este diagnóstico pode fomentar ainda mais a discussão sobre alguns tipos histológicos de tumores sebáceos fazerem parte de um mesmo processo patológico. A localização do carcinoma também foi atípica, pois a literatura descreve a cabeça, tórax e região perianal como as áreas mais afetadas por esse tumor em gatos. A idade da paciente se enquadra na descrição de literatura e o resultado positivo, sem sinais de metástase ou recidiva dos tumores após procedimento cirúrgico com ampla margem de segurança ao longo de 18 meses, corrobora o comportamento pouco agressivo dos tumores sebáceos entre os animais domésticos.

27/01/2016

Melanomas orais em cães: Relato de caso

A cavidade oral é bastante acometida por neoplasias e, dentre elas, o melanoma é o tumor maligno mais comum. Esta neoplasia afeta principalmente cães, sendo rara em gatos. O melanoma afeta animais de meia idade a idosos, não tem predileção por sexo e tem incidência maior em algumas raças como o cocker spaniel, poodle, pastor alemão e boxer. Possuem, ainda, etiologia desconhecida e geralmente apresentam metástases locais, regionais e sistêmicas, pois são bastante agressivos. Os sinais clínicos são variados, e podem incluir: sialorreia, halitose, sangramentos orais e hiporexia. Os exames diagnósticos mais empregados incluem citologia, histologia e radiografias de tórax e cabeça. O diagnóstico definitivo é confirmado pelos exames histológicos. Devido ao caráter invasivo e da alta incidência de metástase, a cirurgia dificilmente é curativa. Por este motivo, os melanomas apresentam prognóstico considerado de reservado a ruim. Este trabalho visa apresentar um relato de caso e uma revisão de literatura abordando os melanomas orais em cães, com ênfase nas formas de diagnóstico e tratamento. Por ser uma neoplasia de ocorrência frequente, mas de tratamento ineficaz, é importante que mais estudos sobre o tema sejam desenvolvidos. As pesquisas devem focar a etiologia da doença e a busca por terapias efetivas para que o maior conhecimento adquirido melhore o prognóstico da doença.

20/01/2016

Pênfigo foliáceo em cão: Relato e estudo de caso

O pênfigo foliáceo é a doença autoimune mais comum em cães dentro do complexo pênfigo. O tratamento de escolha para as doenças autoimunes é uso de glicocorticoides associado ou não a azatioprina, dependendo da gravidade e da evolução dos sinais clínicos, sendo prescritos também antibióticos sistêmicos e tratamentos tópicos sempre que necessários. Em decorrência da alta taxa de efeitos adversos com o uso de imunossupressores, muitos cães evoluem mal clinicamente com o aparecimento de sinais sistêmicos graves, necessitando de outras terapias de suporte, internamento, e muitas vezes essas alterações diminuem significantemente a qualidade de vida dos cães ou levam seus responsáveis a optarem pela eutanásia. É de grande importância que no momento do diagnóstico seja esclarecido aos proprietários que a doença depende da participação dos responsáveis para que se tenha um sucesso no tratamento, tanto em relação à administração correta dos medicamentos quanto à rotina de retornos e realização de exames de acompanhamento. A paciente do relato foi diagnosticada com pênfigo foliáceo através de exame histopatológico e tratada com associação de glicocorticoide e azatioprina, respondeu bem inicialmente à terapia, mas evoluiu mal decorrente dos efeitos colaterais das medicações, evoluindo para óbito.

10/08/2015

Doença do trato urinário inferior de felinos

Os gatos são muito acometidos pela doença do trato urinário inferior de felino (DTUIF), que é definida como um conjunto de desordem do trato urinário inferior. Dentre as patologias mais comuns da DTUIF a cistite idiopática e a obstrução uretral por urólitos ou plugs uretrais são as mais encontradas. Não existe um procedimento diagnóstico especifico para a DTUIF, o diagnóstico baseia-se no histórico e na anamnese, exame clínico e exames complementares. O tratamento é realizado com base na etiologia, nos sintomas e na prevenção. Essa revisão bibliográfica tem como objetivo descrever as causas, sintomas, diagnósticos e os diferentes tipos de tratamento das doenças do trato urinário inferior dos felinos.

28/06/2013

Linfoma alimentar felino

Este trabalho tem como o objetivo mostrar que o linfoma alimentar felino hoje corresponde ao câncer mais comum da espécie, acomentendo animais do mundo todo e ocorre geralmente em idosos, sua incidência aumentou ha algumas décadas após a mudança no manejo de animais contaminados com retrovírus e da vacinação contra leucemia felina, o diagnóstico geralmente é obtido através de citologia ou histopatológico, o estudo das células que envolvem esta doença ainda não é muito conhecido, pois o imunohistoquímico ainda não é muito utilizado e o tratamento mais indicado por ser uma doença sistêmica é a quimioterapia.

10/06/2013

Dermatofitoses: causas e tratamento

A dermatofitose é uma das principais enfermidades tegumentares de pequenos animais, em especial cães e gatos, uma vez que seus agentes etiológicos são responsáveis por importante zoonose por vezes de difícil tratamento. A presença de fungos patogênicos na pele, associado às lesões alopécicas, de bordas delimitadas, e com prurido de discretas intensidades caracteriza a dermatofitose. As manifestações clínicas são denominadas tineas ou tinhas, epidermofitíases, onicomicoses dermatofíticas e dermatofitoses subcutâneas e profundas, apresentando gravidade que pode variar de moderada a grave,dependendo mais da resposta do hospedeiro que da virulência da espécie ou linhagem do dermatófito em si. O diagnóstico clínico das dermatofitoses, assim como de outras infecções fúngicas, passa por três fases distintas: a pré-analítica, na qual é imprescindível que a coleta, conservação e transporte sejam realizados deforma adequada para que não haja influência no resultado do final do exame; a analítica, na qual o exame é realizado pela microscopia direta, análise da cultura, micro cultivo em lâmina e, se necessário, prova da uréase, teste de perfuração do pêlo in vitro, provas nutricionais, identificação por métodos moleculares e por fim, a etapa pós-analítica, na qual se estoca o patógeno em que estão para estudos futuros.

28/04/2013

Lesão reabsortiva dentária em gatos: Revisão de literatura

A reabsorção dentária é caracterizada pela perda progressiva da substância dentária. É uma lesão frequente nos gatos, geralmente dolorosa, podendo acometer um único dente, entretanto é comum observarmos formas múltiplas que envolvem diversos dentes ao mesmo tempo. Algumas lesões podem ser observadas pela inspeção visual e instrumental simples, porém a maioria somente pode ser diagnosticada por imagens radiológicas, por estarem em regiões radiculares ou encobertas por gengiva hiperplásica e hiperêmica. Existe maior prevalência da lesão reabsortiva dentária em animais com cinco anos ou mais, mas gatos em qualquer faixa etária podem ser acometidos. Esta doença já foi registrada em crânios de felinos pré-históricos e felinos selvagens, mas sua etiologia ainda permanece obscura apesar de inúmeras especulações sem nenhuma comprovação científica plausível até o momento. O presente estudo reúne informações sobre a reabsorção dentária que podem ajudar na percepção precoce da doença e estimular a continuação de novos estudos para que sua etiologia, e por consequência, tratamento e prevenção, possam ser desvendados cada vez mais e de forma mais precisa.

28/02/2013

Levantamento de parasitos gastrintestinais em cães na cidade de Joinville-SC

Este levantamento demonstra as principais formas parasitárias (ovos, larvas, cistos e oocistos) encontradas nas fezes de cães localizados no Centro de Bem estar Animal, em Joinville-SC, visando direcionar o tratamento e a prevenção das doenças parasitárias. Foram coletadas 72 amostras de fezes de cães com idade variada, 68,42% sem raça definida, machos e fêmeas. As amostras foram armazenadas em potes plásticos previamente identificados e transportados em recipiente refrigerado para análises no laboratório de parasitologia da PUC-PR, localizado na cidade de São José dos Pinhais, Paraná. O material foi processado por dois métodos, Hoffmann e Faust. Dos animais examinados 83,33% foram considerados positivos, sendo 55,55% por ovos de Ancylostoma sp., seguidos por 23,33% com ovos de Toxocara canis, 12,22% com ovos de Trichuris vulpis, 4,44% com cistos de Giardia sp., 1,11% com oocistos de Isospora sp., 1,11% com oocistos de coccídeos não identificados e 2,22% com adultos de Demodex canis. Sexo, raça e idade não interferiram na infecção. Foi concluído que Ancylostoma sp. é a forma parasitária mais comum encontrada nos cães deste estudo, e a importância de se realizar mais de um método de diagnóstico para identificar a presença de parasitos gastrintestinais.

20/06/2012

Sarna sarcóptica: Revisão de literatura

A sarna sarcóptica ou escabiose canina é uma dermatose parasitária, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. canis pertencente à família Sarcoptidae. Dentre as enfermidades tegumentares que acometem os cães, a sarna sarcóptica é de extrema importância, não só pelo número de ocorrência, mas principalmente pelo seu potencial zoonótico. É uma doença cosmopolita, não sazonal e altamente contagiosa. Causa intenso prurido e desconforto ao animal e gera muitas vezes constrangimento e vergonha por parte do proprietário, por ser uma doença estigmatizada pela população. A melhora no aspecto clínico do animal é visível alguns dias após o início do tratamento, porém deve ser feito o diagnóstico diferencial de outras dermatopatias pruriginosas, principalmente as dermatites alérgicas. Esta revisão de literatura aborda a perspectiva clínica da sarna sarcóptica no Brasil.

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