A urinálise é um dos exames mais baratos e ricos da rotina — e um dos mais subutilizados. Bem interpretada (densidade, tira reativa e sedimento), ela diz muito sobre rim, vias urinárias e doenças sistêmicas como o diabetes.
✓ Físico: cor, aspecto e densidade urinária
✓ Químico: tira reativa (pH, proteína, glicose, sangue, cetona)
✓ Sedimento: células, cilindros, cristais e bactérias
Densidade urinária: o coração do exame
A densidade reflete a capacidade do rim de concentrar a urina:
• Hiperstenúria — urina concentrada, rim concentrando bem.
• Isostenúria (≈1.008–1.012) — urina “igual ao plasma”: perda da capacidade de concentrar, achado-chave na doença renal crônica.
• Hipostenúria (<1.008) — rim diluindo ativamente; sugere causas como diabetes insipidus, hipercalcemia, entre outras.
Importante: a densidade sempre deve ser interpretada junto da ureia/creatinina e do estado de hidratação.
Tira reativa
Avalia pH, proteína, glicose, corpos cetônicos, sangue e bilirrubina. Glicosúria sugere diabetes (ou limiar renal ultrapassado); proteinúria persistente exige quantificação (relação proteína/creatinina urinária); hematúria pede correlação com o sedimento.
Sedimento
A microscopia revela cilindros (lesão tubular), cristais (estruvita, oxalato), células, bactérias e leucócitos (ITU). A cistocentese é o método ideal de coleta para avaliar infecção. O sedimento confecciona o diagnóstico que a tira apenas sugere.
Perguntas frequentes
Urina com densidade próxima à do plasma (≈1.008–1.012), indicando perda da capacidade de concentração — achado importante na doença renal crônica.
A cistocentese é ideal, sobretudo para avaliar infecção, pois evita contaminação.
Geralmente indica diabetes, mas pode ocorrer por estresse (em gatos) ou alteração do limiar renal. Deve ser correlacionada com a glicemia.
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