O complexo granuloma eosinofílico felino não é uma doença em si, mas um conjunto de lesões reativas — quase sempre a expressão cutânea de uma alergia subjacente no gato. Reconhecer isso é o que evita tratamentos que só mascaram o problema.
✓ Placa eosinofílica (lesão avermelhada, úmida, no abdome/coxas)
✓ Úlcera indolente (“rodente”), no lábio superior
✓ Granuloma linear, em membros e cavidade oral
✓ Geralmente associadas a prurido e lambedura
A causa quase sempre é alergia
Na maioria dos casos, as lesões são manifestação de hipersensibilidade: à picada de pulga (a primeira a descartar), alimentar ou ambiental (atopia). Tratar só a lesão, sem identificar a alergia de base, leva à recidiva.
Diagnóstico
• Citologia — costuma revelar eosinófilos.
• Investigação da alergia — controle de pulgas rigoroso, dieta de eliminação, avaliação de atopia.
• Biópsia em lesões atípicas, para descartar neoplasia e infecções.
Tratamento
O sucesso depende de identificar e controlar a causa alérgica. Em paralelo, manejam-se as lesões (corticoide ou imunomoduladores conforme o caso) e infecções secundárias. Sem o controle da alergia de base, o complexo recidiva.
Perguntas frequentes
A úlcera indolente costuma ser sinal de alergia, não de câncer — mas lesões atípicas devem ser biopsiadas para descartar neoplasia.
Porque a alergia de base (pulga, alimentar ou atópica) não foi controlada. É ela que precisa ser tratada.
Pode melhorar a lesão temporariamente, mas sem tratar a causa alérgica o quadro recidiva.
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