A dermatofitose — popularmente “tinha” ou micose de pele — é uma infecção fúngica superficial contagiosa e zoonótica. É uma das dermatopatias infecciosas mais relevantes em gatos, sobretudo filhotes e raças de pelo longo.
✓ Lesões circulares com alopecia e descamação
✓ Crostas e pelos quebradiços
✓ Pode ser pruriginosa ou não
✓ Gatos persas e filhotes são mais suscetíveis
O agente
A causa mais comum é o fungo Microsporum canis, seguido de Microsporum gypseum e Trichophyton. A transmissão é por contato direto com animais infectados ou com esporos no ambiente (que persistem por meses). Gatos podem ser portadores assintomáticos, mantendo a infecção no domicílio.
É zoonose
Sim. Humanos — especialmente crianças e imunossuprimidos — podem desenvolver lesões circulares pruriginosas. Por isso o diagnóstico e o tratamento corretos do animal protegem toda a família.
Diagnóstico
• Lâmpada de Wood — triagem, mas só parte dos M. canis fluoresce (resultado negativo não exclui).
• Exame direto/tricograma — pesquisa de esporos e hifas no pelo.
• Cultura fúngica (meio DTM) — padrão de confirmação.
• PCR — rápida e sensível.
Tratamento
Combina terapia tópica (banhos/loções antifúngicas para reduzir a contaminação) e sistêmica (itraconazol é a escolha mais comum), por tempo prolongado até a cura micológica (culturas negativas). A descontaminação ambiental é parte essencial — sem ela, há reinfecção.
Perguntas frequentes
Sim, é zoonose. Crianças e imunossuprimidos são mais suscetíveis. Tratar o animal e higienizar o ambiente reduz o risco.
Não isoladamente. Só parte dos M. canis fluoresce; o padrão de confirmação é a cultura fúngica.
Geralmente semanas a meses, até culturas de controle negativas, sempre com descontaminação ambiental.
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