A criptococose é a micose sistêmica mais comum do gato e também acomete cães. Causada por um fungo de cápsula espessa, tem predileção pelas vias respiratórias superiores e pelo sistema nervoso, com lesões muitas vezes desfigurantes na face.
✓ Espirros, secreção nasal e aumento de volume sobre o focinho
✓ Nódulos/úlceras no plano nasal e na pele
✓ Sinais neurológicos (incoordenação, convulsão) e oculares
✓ Mais comum e grave em gatos imunossuprimidos (FIV/FeLV)
O agente
É causada por leveduras do complexo Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii, do ambiente (fezes de aves, vegetação em decomposição). A infecção ocorre por inalação, com porta de entrada nasal — daí o predomínio das lesões na face.
Diagnóstico
• Citologia — leveduras com cápsula característica (alta sensibilidade no gato).
• Antígeno capsular (látex) — exame de eleição, útil no acompanhamento.
• Cultura/histopatologia; testar FIV/FeLV.
Tratamento
Com antifúngicos azólicos (fluconazol pela penetração no SNC; itraconazol como alternativa), por meses, guiado pela queda do antígeno. Casos graves podem exigir anfotericina B. A adesão prolongada define o sucesso.
Perguntas frequentes
Sim, a maioria responde aos azólicos, mas o tratamento é longo e guiado pela queda do antígeno capsular.
Transmissão direta animal-humano é rara; ambos se infectam pela mesma fonte ambiental. Imunossuprimidos devem ter cautela.
A entrada é nasal; o fungo forma granulomas que deformam o plano nasal.
Veja todos os cursos de veterinária online da Equalis.