O câncer de pulmão em gatos é incomum, mas costuma ter comportamento agressivo. O tumor primário mais frequente é o carcinoma pulmonar, geralmente em gatos idosos. Por evoluir de forma silenciosa, muitas vezes só é descoberto quando já há sinais respiratórios ou metástases.
✓ Tosse crônica, dispneia e intolerância ao exercício
✓ Perda de peso e apetite
✓ Letargia
✓ Claudicação por metástase em dígitos (a clássica “síndrome pulmão-dígito” do gato)
Tipos e comportamento
O carcinoma pulmonar primário (adenocarcinoma e carcinoma de células escamosas) é o mais comum. O pulmão também é sítio frequente de metástases de outros tumores. Uma particularidade felina é a síndrome pulmão-dígito: metástases do carcinoma pulmonar para as falanges, causando claudicação e lesões nos dígitos.
Diagnóstico
• Radiografia torácica (três projeções) — exame de triagem inicial.
• Tomografia computadorizada — melhor avaliação da extensão e do estadiamento.
• Citologia ou biópsia (aspirado guiado) — confirmação do tipo tumoral.
• Avaliação de metástases (linfonodos, dígitos, outros órgãos).
Tratamento
Quando o tumor é único e ressecável, a lobectomia pulmonar é o tratamento de escolha e pode oferecer sobrevida significativa em casos sem metástase. A quimioterapia tem papel limitado, mas pode ser considerada. O prognóstico depende do tipo histológico, do tamanho, do grau e da presença de metástases — especialmente em linfonodos.
Prognóstico
Varia muito: tumores pequenos, bem diferenciados e sem metástase têm prognóstico bem melhor após a cirurgia, enquanto a presença de metástases (como na síndrome pulmão-dígito) indica doença avançada e prognóstico reservado. O diagnóstico precoce faz grande diferença.
Perguntas frequentes
Sim. Tumores únicos e ressecáveis podem ser removidos cirurgicamente (lobectomia), com boa sobrevida quando não há metástase.
É a metástase do carcinoma pulmonar para os dígitos do gato, causando claudicação e lesões nas falanges — sinal de doença avançada.
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