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Criptococose em Cães e Gatos: Sinais, Diagnóstico e Tratamento

A criptococose é a micose sistêmica mais comum do gato e também acomete cães. Causada por um fungo de cápsula espessa, tem predileção pelas vias respiratórias superiores e pelo sistema nervoso, com lesões muitas vezes desfigurantes na face.

Sinais clínicos

Espirros, secreção nasal e aumento de volume sobre o focinho
Nódulos/úlceras no plano nasal e na pele
Sinais neurológicos (incoordenação, convulsão) e oculares
Mais comum e grave em gatos imunossuprimidos (FIV/FeLV)

O agente

É causada por leveduras do complexo Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii, do ambiente (fezes de aves, vegetação em decomposição). A infecção ocorre por inalação, com porta de entrada nasal — daí o predomínio das lesões na face.

Diagnóstico

Citologia — leveduras com cápsula característica (alta sensibilidade no gato).
Antígeno capsular (látex) — exame de eleição, útil no acompanhamento.
Cultura/histopatologia; testar FIV/FeLV.

Tratamento

Com antifúngicos azólicos (fluconazol pela penetração no SNC; itraconazol como alternativa), por meses, guiado pela queda do antígeno. Casos graves podem exigir anfotericina B. A adesão prolongada define o sucesso.

Perguntas frequentes

Criptococose em gato tem cura?

Sim, a maioria responde aos azólicos, mas o tratamento é longo e guiado pela queda do antígeno capsular.

É zoonose?

Transmissão direta animal-humano é rara; ambos se infectam pela mesma fonte ambiental. Imunossuprimidos devem ter cautela.

Por que o nariz incha?

A entrada é nasal; o fungo forma granulomas que deformam o plano nasal.

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