O pênfigo foliáceo é a doença autoimune de pele mais comum em cães e gatos. Nele, o sistema imune ataca as moléculas de adesão entre os queratinócitos, levando à formação de pústulas e crostas — especialmente na face, no plano nasal e nas orelhas.
✓ Pústulas que evoluem para crostas e escamas
✓ Distribuição simétrica em face, plano nasal e pavilhões auriculares
✓ Acometimento de coxins (hiperqueratose)
✓ Possível comprometimento do estado geral em casos extensos
O que é o pênfigo foliáceo
É uma dermatose autoimune em que autoanticorpos atacam proteínas de adesão (desmossomos) da epiderme superficial. A perda de coesão entre as células (acantólise) forma pústulas subcórneas frágeis, que rapidamente se rompem e dão lugar a crostas. Pode ser idiopático ou desencadeado por fármacos.
Diagnóstico
• Citologia das pústulas — revela células acantolíticas e neutrófilos.
• Histopatologia de biópsia de pústula intacta — exame confirmatório, mostrando pústulas subcórneas com acantólise.
• Exclusão de piodermite, dermatofitose e outras causas de pústulas e crostas.
Tratamento
A base é a imunossupressão, geralmente iniciada com corticosteroides em dose imunossupressora, com possível associação de outros imunomoduladores poupadores de corticoide nos casos refratários. O tratamento é prolongado, com redução gradual até a menor dose que mantenha a remissão, sempre monitorando efeitos adversos e infecções secundárias.
Prognóstico
Com diagnóstico correto e manejo adequado, muitos pacientes alcançam boa remissão e qualidade de vida. O acompanhamento de longo prazo é essencial, pois recidivas podem ocorrer ao reduzir a medicação.
Perguntas frequentes
É uma doença controlável, não necessariamente curável. A maioria dos animais é mantida em remissão com a menor dose eficaz de imunossupressor.
Pela histopatologia de uma pústula intacta, apoiada pela citologia que evidencia células acantolíticas.
Veja todos os cursos de veterinária com certificado da Equalis.