A erliquiose canina é uma das principais “doenças do carrapato” no Brasil. Causada por uma bactéria intracelular transmitida pelo carrapato-marrom, pode evoluir de um quadro agudo discreto a uma forma crônica grave, com pancitopenia e sangramentos.
✓ Febre, apatia, falta de apetite e perda de peso
✓ Sangramentos: epistaxe, petéquias
✓ Palidez de mucosas (anemia)
✓ Trombocitopenia no hemograma — marca da doença
Agente e transmissão
Causada principalmente pela Ehrlichia canis, transmitida pelo Rhipicephalus sanguineus (carrapato-marrom). Evolui em três fases: aguda, subclínica e crônica (a mais grave).
Diagnóstico
• Hemograma — trombocitopenia é o achado mais consistente; pancitopenia na crônica.
• Esfregaço — mórulas nos leucócitos.
• Sorologia e PCR confirmam.
Tratamento
A doxiciclina é a escolha, por semanas, com ótima resposta nas fases iniciais. A crônica com pancitopenia exige suporte e tem prognóstico reservado. O controle de carrapatos é essencial — a coinfecção com babesiose é comum.
Perguntas frequentes
Nas fases aguda e subclínica, a doxiciclina costuma curar. A crônica com pancitopenia é mais grave.
Pela picada do carrapato-marrom infectado. Controle de carrapatos é a melhor prevenção.
A erliquiose humana existe, mas por outras espécies e via carrapatos — não diretamente pelo cão.
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