O hipertireoidismo felino é a doença hormonal mais comum do gato idoso. Resulta da produção excessiva de hormônios tireoidianos, quase sempre por hiperplasia ou adenoma benigno da tireoide, e acelera todo o metabolismo do animal.
✓ Perda de peso APESAR de apetite aumentado
✓ Hiperatividade, inquietação e vocalização
✓ Poliúria/polidipsia e vômito
✓ Pelagem descuidada e, às vezes, taquicardia
Por que acontece
Na maioria dos casos é causado por hiperplasia adenomatosa benigna de uma ou ambas as glândulas tireoides. O excesso de hormônio acelera o metabolismo — daí o emagrecimento com fome aumentada, marca registrada da doença.
Diagnóstico
O diagnóstico é, em geral, direto: T4 total elevado em um gato idoso com sinais compatíveis. Em casos limítrofes, repete-se o T4 ou mede-se o T4 livre. A avaliação deve incluir pressão arterial, função renal e coração.
Tratamento e o cuidado com os rins
Há quatro opções: metimazol (controle medicamentoso), dieta restrita em iodo, iodo radioativo (curativo, padrão-ouro) e tireoidectomia. Um ponto crítico: o hipertireoidismo pode mascarar uma doença renal; ao normalizar a tireoide, a função renal precisa ser reavaliada, pois pode “revelar” uma DRC subjacente.
Perguntas frequentes
Sim — o iodo radioativo é curativo na maioria dos casos. Metimazol e dieta controlam, mas não curam.
O excesso de hormônio tireoidiano acelera o metabolismo, gastando mais energia do que o gato consegue repor.
A doença pode mascarar uma DRC. Ao tratar a tireoide, reavaliar a função renal é essencial.
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