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Leishmaniose Felina: Sinais, Diagnóstico, Tratamento e Prevenção

A leishmaniose felina é uma doença ainda subdiagnosticada — durante muito tempo o gato foi considerado “resistente”, mas hoje sabe-se que ele pode adoecer e atuar como hospedeiro do parasita. Em áreas endêmicas de leishmaniose, o gato precisa entrar no radar do clínico.

Sinais clínicos

Lesões cutâneas: nódulos, úlceras e crostas (face, orelhas, focinho)
Lesões oculares e em mucosas
Linfadenomegalia, emagrecimento e apatia
Forte associação com imunossupressão (FIV/FeLV)

O agente e a transmissão

A leishmaniose é causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada do flebotomíneo (mosquito-palha). No gato, a forma cutânea é a mais frequente, mas há também a forma visceral. A imunossupressão — em especial por FIV e FeLV — favorece o desenvolvimento da doença clínica.

Diagnóstico

O diagnóstico no gato é desafiador e combina métodos:

Citologia/histopatologia das lesões — busca das formas amastigotas.
PCR (pele, linfonodo, medula) — alta sensibilidade.
Sorologia — útil, com cautela na interpretação em gatos.
Pesquisa concomitante de FIV/FeLV.

Tratamento e prevenção

Não há protocolo padronizado e consagrado como no cão, e o tratamento deve ser individualizado pelo especialista, geralmente com alopurinol e manejo das comorbidades, com acompanhamento prolongado. A prevenção é o ponto mais forte: controle do vetor, repelentes seguros para gatos e evitar exposição no horário de maior atividade do mosquito-palha (crepúsculo/noite) em áreas endêmicas. Atenção: muitos repelentes à base de piretroides usados em cães são tóxicos para gatos — só usar produtos específicos para a espécie.

Perguntas frequentes

Gato pega leishmaniose?

Sim. O gato pode se infectar e adoecer, sobretudo se imunossuprimido (FIV/FeLV). Já não é considerado resistente.

Posso usar coleira repelente de cachorro no gato?

Não. Muitos repelentes caninos (piretroides) são tóxicos para gatos. Use apenas produtos específicos para felinos.

Tem cura?

O tratamento controla a doença e melhora a qualidade de vida, mas exige acompanhamento prolongado e individualizado. A prevenção do vetor é essencial.

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